sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
laing / laços
1
eles estão jogando o jogo deles.
eles estão jogando o jogo deles.
eles estão jogando de não jogar um jogo.
se eu lhes mostrar que os vejo tal qual eles estão,
quebrarei as regras do seu jogo
e receberei punição.
o que eu devo, pois, é jogar o jogo deles,
o jogo de não ver o jogo que eles jogam.
r.d.laing
se eu lhes mostrar que os vejo tal qual eles estão,
quebrarei as regras do seu jogo
e receberei punição.
o que eu devo, pois, é jogar o jogo deles,
o jogo de não ver o jogo que eles jogam.
r.d.laing
quarta-feira, 8 de julho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
desastre ortográfico
o corte de árvores
quanto
quantos litros d'água
consumirá
a reforma ortográfica
o custo da reforma
ortográfica
reflorestaria a atlântica
supriria a sêde
em regiões áridas
da áfrica
nos afoga
a reforma ortográfica
em palavras
tremendo ruído
de uma construção
que desaba
precipitação
a ganância
dos capitalizadores da grana
calculado desastre que se trama
a reforma ortográfica
ciberdúvidas
acerto de contas
segunda-feira, 11 de maio de 2009
ave marinha
Ave marinha.Cheia de graça. Seu humor é conosco. Benvinda entre as mil feras. Benvindo é o fruto do nosso dente. E sus! Planta marinha. Mande o deus rojar por nós, pegadores. Agora que é hora de nossa morte.M.D.Magno
quarta-feira, 22 de abril de 2009
d'o refúgio
o capital não sabe da poesia
o mal
o capital se acha o tal
o capital joga sujo
bebe petróleo e cospe fumaça
inda sai cantando pneu
ô desgraça!
sandra camurça
coletivo periferia
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A cristandade
Padre açucar,
Que estais no céu
Da monocultura,
Santificado
Seja o nosso lucro,
Venha a nós o vosso reino
De lúbricas mulatas
E lídimas patacas,
Seja feita
A vossa vontade,
Assim na casa grande
Como na senzala.
O ouro nosso
De cada dia
Nos dai hoje
E perdoai nossas dívidas
Assim como perdoamos
O escravo faltoso
Depois de puni-lo.
Não nos deixeis cair em tentação
De liberalismo,
Mais livrai-nos
De todo
Remorso, amém
josé paulo paes
Padre açucar,
Que estais no céu
Da monocultura,
Santificado
Seja o nosso lucro,
Venha a nós o vosso reino
De lúbricas mulatas
E lídimas patacas,
Seja feita
A vossa vontade,
Assim na casa grande
Como na senzala.
O ouro nosso
De cada dia
Nos dai hoje
E perdoai nossas dívidas
Assim como perdoamos
O escravo faltoso
Depois de puni-lo.
Não nos deixeis cair em tentação
De liberalismo,
Mais livrai-nos
De todo
Remorso, amém
josé paulo paes
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